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Esta
é a curiosa história de Catarina de Labouré,
cujo nome era Zoé e Catarina, seu nome como
religiosa. Foi certa vez visitar as filhas de
São Vicente e encontra no parlatório o retrato
do Padre que vira uma vez em sonhos a chamá-la;
e era justamente o seu fundador, Vicente de
Paulo. No ano de 1830, nas vésperas da festa
de São Vicente de Paulo, a jovem Noviça, por
volta de onze e meia da noite, ouve três vezes
o seu nome. "Catarina! Catarina! Catarina!..."
Catarina assustada, senta-se no leito, e diz:
"Estou te conhecendo, és meu Anjo da Guarda!"
E o menino lhe diz o seguinte: "Vem a Capela,
que Nossa Senhora te espera!" Catarina, teve
um momento de hesitação... e disse: "Não posso,
vou acordar todo mundo!" Porém o menino a tranquilizou...
"Não tenhas medo, todos estão dormindo, vem,
eu te acompanho, Catarina!" Então respondeu:
"Está bem, vamos." Após terem atravessado os
corredores, onde luzes se acendiam e as portas
se abriam sozinhas, chegam à Capela, onde derrepente,
já pela meia noite, o menino exclama. "Olha
Nossa Senhora!" No mesmo instante, Catarina
escuta, do lado da epístola, um ligeiro ruído
como que roçagar de um vestido de seda e uma
Dama muito bela, senta-se defronte do altar.
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Catarina se ajoelha, apoia-se em seu regaço, a Dama
afaga-se e fala: "Catarina, em qualquer sofrimento,
venha falar ao meu coração. Receberás tudo o que precisamos.
Filha, confio-te uma missão, não tenhas medo; conta
tudo ao Padre encarregado, de guiar-te. Desgraças
desabarão sobre a França, o trono será derrubado,
Catástrofes abalarão o mundo; Eu estarei contigo.
Deus e São Vicente, protegerão as duas comunidades:
a dos Padres e as Irmãs de São Vicente." E foi assim
que tudo aconteceu. Catarina não soube dizer por quanto
tempo ficou junto Dela, que desapareceu como uma sombra.
No dia 27 de novembro de 1830, às 5 horas da tarde,
a comunidade rezava na Capela. Nossa Senhora manifestou-se
novamente a Catarina. Apareceu à direita, justamente
no lugar onde se encontra hoje, o altar chamado da
Virgem do Globo, onde existe uma imagem de mármore,
tentando reproduzir o que a Noviça viu. O Globo que
vês, representa o mundo inteiro. Em seguida, seus
dedos encheram-se de anéis de pedras cintilantes que
a inundavam de luz.
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E
as mãos da Senhora, carregadas das graças sugeridas
pelos raios, abaixaram-se e estenderam-se como
se vê na medalha, e a vidente ouviu. "Este raios,
são símbolos das graças que eu derramo sobre
aqueles que as suplicam. Fazei cunhar uma medalha
com minha figura de um lado, e do outro, o M
do meu nome, encimado por uma cruz, tendo embaixo
dois corações, um coroado de espinhos e o outro,
atravessado por uma lança. Todos que a usarem
com fé, receberão grandes graças. Catarina,
foi ao Padre Aladel, seu confessor, e contou-lhe
tudo... "Padre, Nossa Senhora me apareceu...
Padre, precisavas ver que lindas as graças contidas
em suas mãos. Porém, padre Aladel custou a convencer-se
de tal visão, e disse: "Minha filha, calma,
sejamos prudentes. Por enquanto, guardaremos
segredo." Depois de algum tempo, Padre Aladel
foi procurar o Arcebispo de Paris e contou-lhe
tudo. O Arcebipo disse: "Deus o abençoe, Padre
Aladel"
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O Padre então contou: "Sr. Arcebispo, após a narração
do ocorrido e mediante a tantas graças que vêm sendo
derramadas em nossas comunidade, peço a Vossa Eminência
a autorização para que sejam mandadas cunhar as medalhas
conforme vontade de Nossa Senhora". O Arcebispo, depois
de ouvir o Padre atentamente, disse: "Mandaremos cunhá-las
logo e trataremos de distribuí-las para que todos
as usem. Vá em paz e que a Virgem o guarde. A comunidade,
conhecendo a medalha e seus efeitos milagrosas, aos
poucos foi difundido à devoção a Nossa Senhora das
Graças, que se espalhou pelo mundo.
Wilson Azeredo
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